EM NOVA OPERAÇÃO NA CÂMARA DE SANTA LUZIA POLICIA BUSCA PISTAS DE CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO DE 2021 A 2024

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (1º/10), a Operação Tenebris, que apura suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a Câmara Municipal de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os fatos investigados teriam ocorrido durante a legislatura de 2021 a 2024 e o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 5 milhões.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Santa Luzia, Jaboticatubas, Coronel Fabriciano e Belo Horizonte. Entre os materiais recolhidos estão contratos, celulares e documentos que podem comprovar as irregularidades.
Fraudes identificadas
Segundo a 1ª Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e às Fraudes (Deccof), a investigação identificou diferentes irregularidades:
- Contrato de combustível: inicialmente pago de forma informal, no valor de R$ 19 mil mensais, passou para R$ 46 mil mensais com contrato, mas sem licitação, mantendo o mesmo fornecedor. Fizemos um levantamento e descobrimos que esse valor é suficiente para encher 170 tanques de combustíveis por mês somando todos os 18 veículos alugados a època.
- Escritório de advocacia: contratado por R$ 137 mil para 12 meses, sem justificativa de dispensa de licitação. O escritório já representava o presidente da Câmara como pessoa física.
- Locação de veículos: foram gastos R$ 647,3 mil em um ano para 18 veículos, embora a empresa contratada tivesse apenas oito automóveis registrados. Posteriormente, outro contrato foi firmado por R$ 993,6 mil, também para 18 veículos, com uma empresa sediada em um imóvel residencial em Belo Horizonte, sem frota própria, que sublocava os carros de uma empresa de grande porte.
A operação segue em andamento, e os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações.
Na próxima edição vamos dar os nomes dos funcionários. Aguardamos resposta da consulta feita ao MP.
