ARTISTA PLÁSTICA LÚCIA ARAÚJO TRANSFORMA A LEVEZA DA NATUREZA EM ARTE

Com um trabalho inspirado em pássaros, flores, peixes e seres flutuantes, a artista plástica Lúcia Araújo apresenta, na exposição Leveza, um universo de cores, formas e sensibilidade. A mostra fica em cartaz até a próxima quarta-feira, dia 21, na Galeria de Arte do Minas Tênis II, em Belo Horizonte.
Entre as inspirações da artista está a fábula do amor impossível entre um peixe e um pássaro, tema do livro do escritor Bartolomeu Campos de Queirós. A partir dessa narrativa, Lúcia explora o encontro entre seres de naturezas distintas, evocando sentimentos, sonhos e a delicada fronteira entre o possível e o impossível.
Reunindo trabalhos em acrílico e óleo, a exposição revela toda a força criativa da artista. Embora marcado pelo universo lúdico, seu trabalho se distingue pela simplicidade, pela singeleza e, como sugere o próprio título da mostra, pela leveza que atravessa cada composição.
Natural de Belo Horizonte, Lúcia Araújo já realizou exposições individuais em espaços importantes, como a Biblioteca Pública, em Belo Horizonte, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e a Câmara dos Deputados, em Brasília.
Dona de uma versatilidade que se manifesta na diversidade de temas e formas, Lúcia traduz em suas obras a inquietude própria de quem faz da arte uma busca permanente. Seus trabalhos não se limitam à representação da natureza: convidam o público a imaginar outros mundos, a revisitar sentimentos e a enxergar beleza nas relações improváveis.
Ao falar sobre a artista, o curador da exposição, Geraldo Martins, destaca a capacidade de sua obra de despertar a imaginação e provocar o olhar: “Seus traços embevecem nossa imaginação e nossos olhos. Ela recusa a rochosa e sombria caverna platônica para lançar seu mundo pictórico como um manifesto solar: luz do meio-dia.”
Em Leveza, Lúcia Araújo parece nos lembrar de que a arte também é capaz de aproximar universos aparentemente inconciliáveis. Assim como o peixe e o pássaro da fábula, suas criações encontram na imaginação um espaço onde as diferenças podem se tocar e onde até o amor impossível ganha asas para voar.
Por João Bosco Nascimento
